Café: um pequeno grão benéfico para a saúde e gigante para economia

Ao acordar, a maioria da população brasileira consome uma xícara de café para despertar e começar o dia com mais disposição. Muitos de nós nem imagina o que está por trás dessa bebida mundialmente consumida. Conheça agora desde os benefícios até o impacto econômico que esse pequeno grão é capaz de gerar.

5 benefícios do consumo de café

1. Reduz as chances de ter problemas cardíacos

Uma pesquisa, realizada com 140 mil pessoas pela Universidade de Harvard, mostrou que 4 doses diárias do café diminuem em até 11% o risco de insuficiência cardíaca.

2. Auxilia no emagrecimento

O café acelera o metabolismo, juntamente a isso, a queima de gordura. Segundo estudo publicado no International Journal of Sports Nutrition, a cafeína aumenta os níveis de adrenalina no sangue ativando o sistema nervoso e a oxidação lipídica (degradação da gordura).

3. Pode ajudar na prevenção de diabetes

O café, tanto o comum quanto o descafeinado, possuem antioxidantes como o ácido clorogênico, que tem sido associado ao aumento da sensibilidade da insulina contribuindo à redução do risco de desenvolver diabetes tipo 2.

4. Contribui para melhora do intestino

O café ajuda a liberar um hormônio que estimula as contrações do intestino grosso forçando os resíduos para fora do organismo.

5. Melhora da memória e da cognição

Pesquisadores da Universidade de Barcelona descobriram que bebidas cafeinadas, quando consumidas com glicose, melhoram o desempenho cognitivo tanto em atenção quanto em memória.

Ótimo, mas qual quantidade devo consumir?

Segundo pesquisas, o consumo seguro diário para adultos sem nenhuma sensibilidade à cafeína é no máximo de 400 mg da substância por dia, o ideal é que se consuma 6 mg por kg.


Quantidade de cafeína encontrada em diferentes bebidas.


E como o café é capaz de impactar na economia?

O café movimenta a economia não apenas brasileira como mundial.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial e o segundo maior consumidor, logo após os Estados Unidos da América. Em 2019, foram comercializadas 40,6 milhões de sacas de café, gerando uma movimentação de US$ 5,1 bilhões. Ele é uma commodity, isto é, um produto produzido em grande escala que funciona como matéria-prima. Esses produtos influenciam diretamente o comportamento da economia, o que significa que as oscilações em seus preços refletem no comércio e na indústria. Em maio desse ano, a saca (60 kg) custava US$ 128,00, no mesmo período de 2019, custava US$ 108,05. Parece uma diferença pequena se comparamos apenas uma unidade, porém imagine a venda de 10 mil sacas nessas duas épocas, a discrepância seria de aproximadamente US$ 200 mil, uma quantia bem significativa né?

Com isto, podemos ver que o consumo e exigências de mercado tem sido cada vez maiores, abrindo oportunidades para novos negócios, como é o caso dos cafés especiais, chamados também de “cultural coffee lover”.

A cultura do café

O PQC (Programa de Qualidade do Café da ABIC – Associação Brasileira da Indústria do Café ) propõe três categorias de produtos a partir de níveis de qualidade: Tradicional, Superior e Gourmet. A ideia do programa era educar o consumidor e fazê-lo descobrir que existem diferenças entre cafés. A categoria é definida pela nota final de 0 a 10, sendo: Tradicional: a 4,5 e inferior a 6 Superior: 6 e até 7,2 Gourmet: 7,3 a 10 O café Gourmet de alta qualidade, tem sabor e aroma mais suaves por causa da seleção dos grãos e de torra controlada. Caso a nota fique abaixo de 4,5, o café não é recomendável para o consumo. De acordo com a Metodologia de Avaliação Sensorial da SCA (Specialty Coffee Association), usada no mundo todo, café especial é aquele que atinge, no mínimo, 80 pontos na escala de pontuação da metodologia. São avaliados os seguintes atributos:

- Aroma

- Uniformidade (cada xícara deve representar rigorosamente 20% do lote)

- Ausência de Defeitos

- Doçura

- Sabor

- Acidez

- Corpo

- Finalização

- Harmonia

- Conceito Final (impressão geral sobre o café atribuída pelo classificador). *Única parcela de subjetividade na avaliação.

Existem mais produtos a base de café?

Sim! Existem diversos produtos que tem base de café. Como é o caso de sorvetes, barras proteicas, chocolates, cafés solúveis e até cosméticos!

Você produz café e tem vontade de aperfeiçoá-lo para vender como um produto com alto valor agregado? Nossa equipe desenvolve novos produtos e realiza análises sensoriais, podendo te auxiliar a alavancar o seu negócio com uma nova proposta de produto no mercado. E aí, já tomou seu cafezinho hoje?

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