Rotulagem: o que tem a mudar?

Você sabe o que deve mudar nos rótulos de alimentos? Conhece a tendência “Clean label”? Nesse post iremos abordar essas mudanças, legislações e tendências de mercado para os novos rótulos. Conferira agora!


Tudo na indústria alimentícia está em constante mudança e os rótulos de alimentos não ficariam de fora.

Antigamente, os consumidores dificilmente conseguiam ler e entender o produto que estavam comprando pela falta de acesso a informação de grande parte da população e a ausência leis para a rotulagem.


Após implementação da RDC nº 360 em 2003, normatizada pela ANVISA, houve muitos avanços em relação à padronização das informações.

Porém ainda hoje, com acesso democratizado a internet e avanços normativos, informações excessivamente técnicas e publicitárias podem dificultar a compreensão e a escolha de produtos.

A fim de promover a alimentação adequada e saudável há uma tendência de mudança nos rótulos alimentícios.

Por que mudar?

Doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como obesidade, diabetes e hipertensão são provocadas, não exclusivamente, e agravadas por uma alimentação com excesso de sódio, açúcares e gorduras saturadas.


A fim de possibilitar que o consumidor faça escolhas alimentares mais saudáveis por identificar facilmente os alimentos que contém excesso dessas substâncias, há uma discussão para mudar os rótulos alimentícios desde 2014.


Essa discussão é o foco de um projeto desenvolvido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com a participação de representantes da área de saúde, da academia, da indústria e de órgãos de defesa do consumidor.


Conheça agora os modelos propostos!

Propostas para nova rotulagem


As mudanças propostas pela Anvisa englobam 3 aspectos: a tabela nutricional, a rotulagem nutricional frontal e as alegações nutricionais.


A rotulagem nutricional frontal serve para facilitar a interpretação e alertar o excesso de nutrientes críticos logo na frente do produto, ao invés de ficar na parte de trás e com letras reduzidas e de difícil entendimento. Ela é adicional a tabela de informação nutricional, ou seja, serão obrigatórios conter ambos no rótulo do produto.


Vejamos agora as propostas para a rotulagem frontal:


  • Proposta da Associação Brasileira da Indústria de Alimentação (Abia)

O modelo apresentado pela associação foi o de semáforo com as cores verde, amarela e vermelha para indicar níveis baixos, médios e altos respectivamente de açúcar, sódio, gorduras e calorias.



“O semáforo é recurso didático para educar novas gerações e pessoas com baixa escolaridade. São cores de entendimento universal” relatou uma pesquisa da Abia.


  • Proposta do Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor (Idec)

Já o instituto apresentou o modelo de alerta com triângulos pretos com a borda branca para que a informação se destaque na frente da embalagem e não passe despercebido com as cores da própria embalagem.


“O triângulo aqui no Brasil é entendido como uma mensagem de advertência de forma simples. É outro recurso didático que se apoia na sinalização de trânsito”.

  • Proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

A Anvisa propôs o modelo de lupa que foi levado a Consulta Pública de setembro à dezembro de 2019.


Qual modelo é o mais efetivo para ajudar os consumidores? Qual deve ser o modelo adotado afinal?

Inúmeras pesquisas científicas foram realizadas e ainda não se sabe ao certo qual será o modelo adotado. Porém a conclusão desse processo está prevista entre julho e setembro deste ano.


Para acompanhar o andamento do processo acesse esse link.


Tendência Clean Label

Clean label ou rótulo limpo é uma tendência mundial impulsionada pela procura do consumidor de entender o alimento que consome.


Ainda não há uma definição do que são esses produtos, mas a ideia principal é que sejam alimentos com poucos ingredientes e que esses tenham nomes comuns, sendo de fácil identificação pela população, como por exemplo, “açúcar refinado” ou invés de “sacarose”.


Por isso os aditivos alimentares como corantes artificiais, espessantes, aromatizantes e conservantes que comumente têm nomes que causam estranheza ao consumidor ao ler o rótulo, serão diminuídos ou até excluídos na produção do clean labels.


Não há restrição para uso desses rótulos, podendo ser utilizados em diversos produtos como em embutidos. Saiba mais clicando aqui!


Figura 4: Iogurte com alegação de ser constituído apenas por leite e fermento.

Figura 5: Produtos lácteos com alegação de não ser adicionado de conservantes.


É importante lembrar que nenhum produto alimentício é capaz de fazer mal à saúde se consumido moderadamente, exceto em casos de alergia. E cada pessoa tem uma predisposição a ter ou não tais doenças, como problemas cardíacos e diabetes.

Quer ficar por dentro das novidades do ramo alimentício? Inscreva-se em nossa newsletter e receba novidades toda semana!

©2019 by Consea Jr.. Proudly created with Wix.com